Assim como no stop no ponto de entrada: não vamos dizer se você deve fazer isso. Vamos dizer o que dá para medir, porque é aí que a discussão fica útil, em vez de virar uma questão de convicção.
O QUE A PARCIAL FAZ, mecanicamente. Ela reduz o tamanho da posição antes do alvo. Portanto, diminui o ganho das operações que vão até o fim, E diminui a perda das que voltam depois de ter começado bem. É uma troca, não uma melhoria: você paga com desempenho nas melhores operações para comprar regularidade nas medianas.
A PERGUNTA, PORTANTO, NÃO É “ISSO É BOM?”, mas “QUANTO ISSO CUSTA PARA MIM?”. E isso tem um número.
O dado que decide: entre as operações que passaram do nível onde você realiza a parcial, que proporção chegou até o alvo? Se essa proporção for alta, a parcial sai cara, porque amputa a parte da posição que ia trabalhar. Se for baixa, ela poupa você na mesma medida.
DUAS ARMADILHAS DE MEDIÇÃO, que distorcem a comparação mais vezes do que se imagina.
A primeira: comparar um período COM parcial a um período SEM. Não são os mesmos mercados, nem o mesmo trader. A única referência sólida é aplicar de novo as duas regras ao MESMO histórico.
A segunda: olhar só o resultado médio. A parcial também muda o formato da curva, ou seja, o maior drawdown e o tamanho das sequências. Duas regras podem dar a mesma média e ser muito diferentes de suportar.
E existe um motivo que não se mede, e que seria desonesto deixar de lado: muita gente realiza parcial para conseguir manter a posição em vez de fechá-la inteira. Se é isso que evita que você feche tudo cedo demais, a medição não diz tudo.