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Mercado Bitcoin reabre dia 9 só para consulta, sem data para saques

O Mercado Bitcoin anunciou em 4 de novembro de 2026 que volta ao ar em 9 de novembro, apenas pelo site e somente para consulta de saldos. Saques, transferências e negociação seguem suspensos sem data, enquanto a exchange promete recompor com recursos próprios os ativos atingidos pelo ataque hacker de 2 de novembro.

A redação da Tradoshi, sob a direção de Benjamin Roure L'HermittePublicado em ·Atualizado em
Ilustração: monitor com saldos visíveis e botões bloqueados por cadeado, cofre digital arrombado, moedas congeladas e contorno do mapa do Brasil.

O Mercado Bitcoin (MB) anunciou na noite de quarta-feira, 4 de novembro de 2026 (horário de Brasília), que sua plataforma voltará a funcionar de forma gradual a partir de segunda-feira, 9 de novembro, inicialmente apenas pelo site. Segundo Blocknews, Exame e Livecoins, essa primeira etapa se limita à consulta de saldos, extratos, patrimônio e investimentos. Saques, transferências e negociações continuam suspensos e não têm data para retornar. A exchange brasileira está fora do ar desde o ataque hacker revelado em 2 de novembro.

Uma reabertura limitada à consulta

De acordo com os veículos que repercutiram o comunicado, os clientes poderão, a partir de 9 de novembro, acessar a conta para verificar saldos, extratos, patrimônio e posições em investimentos. A Exame detalha que o acesso será feito primeiro pelo site, no computador. O retorno pelo aplicativo móvel não foi mencionado nos comunicados divulgados.

As demais funções voltarão em etapas posteriores, à medida que cada módulo passar pelas últimas validações de segurança. Nenhum calendário foi informado, e a ordem de prioridade entre saques, transferências e negociação não foi comunicada. O ponto gerou confusão: o Livecoins chegou a publicar um título anunciando o início dos saques em 9 de novembro e o corrigiu após uma nota do MB. Eventuais limites de saque também não foram precisados.

Reposição dos ativos com recursos próprios

O MB afirma que nenhum cliente perderá seus ativos. Segundo a empresa, os saldos permanecem registrados nas contas, e os ativos atingidos pelo incidente serão recompostos com recursos próprios. Para isso, a mesa de operações da exchange se prepara para recomprar os criptoativos necessários no mercado brasileiro e no exterior, segundo Livecoins e Blocknews. O volume dessas compras e o cronograma não foram divulgados.

A empresa também informa que mais de 15 milhões de dólares em fundos roubados estão agora congelados, contra 11 milhões de dólares no balanço anterior. Para demonstrar solidez financeira, o MB cita um aporte recente de 20 milhões de dólares da Tether e lembra ter captado cerca de 300 milhões de dólares com investidores como SoftBank, 10T Holdings, Tribe Capital, Parallax Ventures, GP Investimentos e Meli Fund, do Mercado Livre.

A exchange justifica o prazo pela arquitetura integrada da plataforma, que reúne custódia dos ativos, depósitos, livro de ofertas e gestão de saldos. Cada fluxo de transação passa por testes aprofundados e independentes, enquanto a investigação prossegue junto às autoridades.

Um prejuízo cujo valor ainda diverge

O ataque ocorreu na madrugada de domingo, 1º, para segunda-feira, 2 de novembro de 2026. O MB o anunciou em 2 de novembro e suspendeu depósitos e saques por precaução, segundo InfoMoney e CoinDesk. A empresa reconhece um valor desviado de cerca de 36,3 milhões de dólares, que a Blocknews arredonda para cerca de 37 milhões. Empresas de análise de blockchain apontam números mais altos: cerca de 49 milhões de dólares segundo a Chainalysis e cerca de 46 milhões segundo a Arkham.

Um levantamento da Bitquery, relatado pelo CoinDesk Brasil, indica que o invasor continuou esvaziando endereços de depósito Ethereum de clientes, 36.042 no total, durante cerca de quatro horas depois de o MB ter declarado o incidente contido. A Bitquery rastreou cerca de 48,6 milhões de dólares em 10 blockchains. O episódio ocorre poucos dias depois do ataque à Binance, em 29 de outubro de 2026, estimado em cerca de 6,3 bilhões de dólares, segundo CoinDesk e FinanceFeeds.

O que muda para os traders

Para os clientes do MB, a reabertura de 9 de novembro não deveria alterar a situação operacional: o acesso permitirá apenas visualizar a conta. Comprar, vender, sacar reais ou transferir criptoativos para outra carteira continuaria impossível até o anúncio das etapas seguintes. As posições mantidas na plataforma seguiriam expostas às oscilações do mercado sem possibilidade de reação, já que nenhuma ordem de stop loss ou de take profit poderia ser executada na exchange durante a suspensão.

A primeira etapa teria, por outro lado, uma utilidade concreta: permitir que cada cliente compare o saldo e os extratos exibidos com os próprios registros anteriores a 2 de novembro, como capturas de tela, extratos baixados ou planilhas de operações, para verificar se cada ativo aparece de fato recomposto, como promete a empresa.

Como o calendário dos saques não foi fixado e títulos anunciando saques em 9 de novembro já foram corrigidos, a data de retorno das operações tende a ser confirmada apenas pelos canais oficiais do MB. As recompras de criptoativos anunciadas pela mesa da exchange, cujo montante e calendário não foram divulgados, representam outro ponto em aberto para quem acompanha o mercado brasileiro.

Para usuários de outras plataformas, o caso, somado ao da Binance poucos dias antes, recoloca em pauta o risco de contraparte associado à manutenção de ativos sob custódia de um intermediário, um dos componentes da gestão de risco no trading.

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Este artigo é publicado para fins informativos. Não constitui recomendação de investimento nem indicação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro. Método de verificação e política de correções: A redação.

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